Sou o choro preso na garganta por medo de parecer patética. Sou o sorriso de angústia que controla o desespero. Sou o sentimento reprimido nas batidas do coração por medo da rejeição. Vivo à esperar - pessoas, futuro, sorrisos, memórias - alguém que algum dia me liberte desse cárcere sombrio e doloroso que é a espera, a pausa, a vírgula, o parágrafo. E ainda assim, sou planos. Sou esperança. Sou promessa. Quem sabe tudo não melhore na próxima curva. Quem sabe ele não me encontre na fila do cinema, do café, do aeroporto. Quem sabe amanhã pare de chover. Quem sabe eu não saiba de nada. Quem sabe… Quem sabe…